Limbo Review

Limbo Review

Publicado por: PlayDead
Desenvolvido por: PlayDead
Lançamento: 21 de julho de 2010 (XBox 360) e 19 de julho de 2011(playstation 3)
Plataformas: XBox 360 e Playstation 3 (cópia avaliada)
Jogadores: 1
Preço de Lançamento: U$ 15,00
Conteúdo testado: Jogo completo
Site oficial: http://limbogame.org/

Finalmente o game tão aclamado pela crítica e lançado há um ano para Xbox Live chega às mãos dos jogadores do Playstation 3. Mas a espera valeu muito a pena, pois LIMBO acaba de entrar para a lista de melhores games da PSN.

Para os que pretendem embarcar nessa jornada sombria, uma dica: reserve ao menos 3 horas para jogá-lo, pois uma vez dentro do mundo de LIMBO, é praticamente impossível sair. Mesmo após os creditos rolarem, me senti compelido a voltar ao jogo imediatamente. O ritmo é perfeito, e o game não tem  pausas entre estágios, loadings, inventários, barras de energia ou qualquer outro elemento que possa distrair do visual fantástico. Todo em preto e branco, segue um estilo de teatro de sombras, onde vemos apenas a silhueta do personagem. Um vídeo que me veio imediatamente à cabeça foi um clipe da banda Raveonettes que citei em um post anterior.

Além de ser artisticamente um dos games mais bem elaborados dessa geração, também não deve nada na área técnica. Durante todo o percurso, não observei qualquer bug, seja de colisão, frames quebrados, efeitos, nada que me distraisse por um só momento. E isso é extremamente importante para que as sutilezas aplicadas em todos os aspectos do game sejam notadas. O som, por exemplo, dá várias dicas ao andar pelos ambientes, de maneira extremamente sutil; e tão bem como a música, o silêncio é utilizado para marcar o clima de diversas áreas. Pois é, nada de jogar LIMBO enquanto seu vizinho pagodeiro estiver com o som ligado, pode ter certeza que vai detonar a experiência.

Você controla um menininho que acaba de acordar em uma floresta sombria e não tem qualquer pista de onde deve ir. O game não guia o jogador diretamente através de qualquer seta ou objetivo em texto, somos guiados inconscientemente apenas pelo design dos desafios que aparecem no caminho. E o controle do personagem é bem simples, o direcional usado para andar, um botão para pular e outro para interagir com o ambiente. A mecânica entre os controles simples e os ambientes super elaborados evitam que até os desafios mais complexos sejam frustrantes, mesmo depois de morrer várias vezes.

O game, aliás, se esforça para matar o personagem repetidamente, e com um cuidado quase sádico de mostrar o menino morrendo em detalhes. A primeira vez que vi o garoto ser empalado, e seu corpinho murchando devagar, enquanto seus olhos se apagam foi sinistro até para as mortes de Dead Space. Espere momentos de tensão durante todo o game, seja sobrevivendo aos ambientes ou fugindo de criaturas.

A única queixa que tenho sobre o game é que o desgraçado me deixou querendo mais, muito mais. Pouco mais de 3 horas de jogo por 15 dólares pode parecer muito caro, mas mesmo esse problema é pequeno perto do que a PlayDead conseguiu atingir, e não deve ser considerado um fator impeditivo na hora de adquirir o game.

LIMBO não é só um grande jogo, é uma obra de arte e uma experiência imperdível para qualquer um que tenha um XBox360 ou um Playstation 3.

Avaliação final: 10/10

Obrigatório a qualquer coleção


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